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O Rapaz da Quinta da Azenha

[Música de Infância]

Alberto Moreira Ferreira


Elas e eles não passavam sem a santa missa de domingo, tal como agradecer e pedir diante as estátuas representativas dos santos e santas da igreja matriz e capelas daquela terra desaparecida no tempo. O domingo era dia santo, um dia desigual, um dia comum incomum para todos os corajosos e temerosos da terra. À hora da missa eu normalmente enganava a minha avó sem querer nem dever e passava boa parte daquele tempo a satisfazer a fome dos meus curiosos olhos na Rosinha dos Canecos como um bom malandro gastando a moeda que a avó me havia dado para doar como dízimo durante o peditório já perto do fim da eucaristia pouco antes da cerimónia da tomada do senhor. A Rosinha dos canecos era uma pequeníssima taberna por onde passavam todos os anjos como eu interessados nas guloseimas piões e papeis vitória, os papéis vitória eram os cromos da época, e por onde passavam também todos os bêbados da terra que lá iam como ferrinhos matar o bicho tal como se fossem ao médico.

Naquela terra elas e eles levantavam-se cedo, levantavam-se normalmente ao cantar do galo e logo começavam a mexer na vida com uma coragem cósmica fazendo-a acontecer como quem dá à luz consciente da importância da pontualidade mexendo numa parte do destino deixando a outra nas mãos de Deus e do poder, sempre prontos a enfrentar os desafios que se lhes apresentavam naturalmente com um sorriso no rosto ou com ele escondido ainda com vestígios dos cansaços do dia anterior.

Aquele lugar era uma pequena povoação de gente simples humilde e muito religiosa, de mulheres e homens de cabelos pretos castanhos ruivos doirados brancos, de filhas e filhos, de uma pátria à época com regras e leis sustentadas no aperto onde os dias se sucediam severos e lágrimas corriam o suficiente para encher uma mão cheia de mares. Era um espaço físico de caminhos de terra batida sinistros quanto baste para cortar a respiração a muitos bons pulmões, um lugar misterioso, repleto de mistérios que eu desconhecia por ter pouca idade. Naquela altura era demasiado novo e livre das insónias e desilusões do mundo.

Elas, de cabelos curtos e compridos, enrolados em puxos ou simplesmente amarrados atrás da cabeça habitualmente coberta por um lenço normalmente escuro à exceção dos domingos, dias em que algumas usavam misses feitas de véspera para se apresentarem convenientemente diante o pároco e de todos os presentes na missa ao domingo, domingo que era um dia de festa, tal como os feriados em homenagem aos santos padroeiros e santas protetoras daquela terra preenchidos de cantares e dançares da terra em que se privilegiava a gastronomia, vendida em leilão ao maior lance depois do cortejo depois da procissão.

Havia um imenso respeito, para além das coisas da terra, pelas do outro mundo, nomeadamente por todos os santos, e santas, respeito religiosamente cumprido por todos, como faziam questão de sublinhar sempre que se proporcionava ou fosse preciso uma cara séria. Durante a semana elas e eles não ligavam nenhuma a vaidades e faziam anormalmente uma cara séria do segundo ao último dia da semana. E com a mesma cara séria enfrentavam cada dia de trabalho abençoado e mediador onde tudo se podia esquecer e lembrar e tudo o que se podia e não podia imaginar podia acontecer.

Elas e eles partilhavam as tarefas do campo dia a dia sol a sol durante as quatro estações do ano. Cedo as achas de madeira armazenada durante o verão começavam a arder nos fogões de ferro queimado onde aqueciam o café a cevada o leite e as sopas de cavalo cansado, esta última bebida proibida a nós por não termos idade suficiente. Curioso é que tanto o leite de vaca como o de cabra que bebíamos pela manhã chegava todos os dias pontualmente pela madrugada entregue porta a porta numa leiteira pela mão duma leiteira, que chegava calada e partia calada, como todos os residentes, salvo rara exceção, daquela terra de identidade muito própria repleta de fragrâncias intensas e nuances silvestres.

Naquele tempo e para aquelas gentes de poucas palavras a palavra era um bem sagrado, um hábito já pouco comum nos dias de hoje, um princípio transmitido pelos mais velhos aos mais novos para afastar preocupações, dores de cabeça que poderiam empreender noites sem pregar olho escutando o latir do cachorro ou o baruho bizarro dos galos e galinhas entre um ou outro ruído mais ou menos misterioso como o vento, creio.

Inventa-se muitas histórias sobre aquele tempo, mas certo é que a leiteira percorreu casa a casa rua a rua toda aquela aldeia de piso lamacento no inverno mergulhada em poeira durante o verão sete dias por semana de todos aqueles anos enquanto eu tive pouca, pouquíssima idade. Certo é que aquele leite fez crescer uma data de filhas e filhos daquela localidade já desaparecida alheia ao desenvolvimento de uma nação refém de um regime, rígido.

Na época já havia reatores nucleares no estrangeiro mas eu não sabia. Não tinha como, embora devesse ter imaginado a possibilidade de tal quando eles explodiam durante algum mal-entendido, mas, de fato a pouca idade que se tem às vezes pode salvar-nos e eu na altura nem o nome das coisas sabia.

Em geral eles tinham as costas largas, diziam eles em causa própria. Elas pensavam diferente e com alguma razão, pelo menos eram mais sensíveis e atentas, mas normalmente habituadas ao silencio calavam-se, o que pode levar a pensar que elas tinham as costas largas. Não sei se pensavam à defesa, no entanto não se defendiam muito bem e muitas eram de fato de uma sensibilidade especial, privilegiavam a química, e como eram devotas rezavam a Deus e pediam aos santos.

Ainda me deliciam os aromas daquela terra distante dos dias de hoje, sobretudo os do espaço de tempo compreendido entre a primavera e o tempo das vindimas em finais de setembro princípios de outubro onde não faltavam recursos naturais.

Todos passávamos dias tristes e alegres. Era a vida. Eu deliciava-me a fazer asneiras sem querer, sem saber, a brincar no meio de uma imensa paisagem natural, predominantemente de cultivo, graciosa, que não é vulgar, livre pensava eu na época, pois claro, sem saber.

Nós os mais novos entregavamos nos aos dias em liberdade incondicional, um direito que não existia, mas era-me de todo impossível saber por ter aquela pouca idade e assim transgredia. Eles e elas não falavam de muitas coisas às claras por medo por absurdo que possa parecer constrangidos e submetidos à rédea curta pelo regime em vigor.

E o regime em vigor havia criado uma polícia muito má, denominada policia politica. Era a polícia de defesa do estado novo instruída pelo poder para reprimir, poder que defendiam sem olhar a meios, que poucos enfrentavam, e que levou entre outros ilustres um nobre e corajoso opositor do regime a Espanha para morrer, senhor conhecido como o homem sem medo, interveniente activo que se opunha ao modo de vida adoptada fechado à liberdade, às liberdades, ao progresso, homem que abordava o regime e o questionava, senhor de fortes convicções, homem que eu não conheci, de sua graça, Humberto da Silva Delgado, e que esteve perto, muito perto de fazer ouvir a sua voz ao longe. Soube-o mais tarde num momento esclarecedor pela mão do tempo escutando com redobrada atenção e muita admiração os mais velhos.

A policia politica responsável pela segurança do estado totalitário totalmente contra o confronto de ideias e consequente desenvolvimento da sociedade era constituída por um conjunto de subservientes ao estado opressivo. Operavam dissimulados entre a multidão fardados à civil, atropelando direitos humanos e tudo que fosse direito, traindo um povo amigo dos bons costumes, do trabalho e da fraternidade, aqui e ali, sonhador de um futuro diferente, um que faltava ao presente, quiçá um diferente do universo autoritário daquela polícia sempre má sempre pronta a silenciar quem ousasse pensar diferente.

Inevitavelmente a partir de uma certa altura acabou a brincadeira a tempo inteiro. No meu caso, fui parar à Quinta da Azenha, um externato de professoras exigentes, mas fraternas, a quem chamávamos de irmãzinhas, todas mulheres boas, mulheres de Deus, filhas de filhas a quem dávamos imenso trabalho.

Foi na Quinta da Azenha, mais conhecida por externato Santa Margarida, que passei os meus primeiros anos de bata azul naturalmente atento e desatento, conforme a lua, a aprender a ler e a escrever, e a ser um homem. A lua sempre me cativou e a desatenção vinha da lua. A curiosidade e o fascínio pela natureza também nasceram comigo. Digo eu que passei todos aqueles anos ansioso pelas aventuras de verão interrompidas durante o ano letivo a marrar para um dia ser um homem, pelo menos era o que elas e eles diziam, e com muita razão, no entanto diziam-no sem qualquer explicação e eu muitas vezes ficava chateado por não compreender por que é que tinha de ficar amarrado, circunscrito somente àquele universo exigente para ser um homem. Em todo caso seria desnecessário uma explicação vejo-o agora porque não tinha meios suficientes para saber, para compreender o que era ser um homem, a ignorância pela pouca idade que se tem não ajuda ninguém a entender muitas das coisas resultantes e constituintes do mundo.

No período das férias de verão antes e depois do mês de praia cumprido religiosamente todos aqueles os anos numa praia marítima de sons envolventes segredos e curiosidades marinhas situada na costa verde, conhecida pelo nome de Madalena, um dos hábitos que não prescindi foi a boleia do carro de bois do Ti Manel, de passagem todos os dias à mesma hora na minha rua a caminho do campo para mais uma jornada, ele de trabalho árduo e eu, de brincadeiras de criança. Naqueles tempos não havia coisas fáceis e eu subia para a soalha do carro dos bois em andamento pelo simples prazer da travessura. 

Apesar de tudo, aproveitávamos a idade que tínhamos como bons brincalhões traquinas que éramos, felizes sem saber. Mais tarde constatei que na época toda a região andava para trás como eu de todas as vezes que andava no carro dos bois do Ti Manel por causa do dito regime ditatorial. Como bons levados da breca éramos os melhores inocentes e mais vivos diabos do sistema solar, além do mais tínhamos bichos carpinteiros no cu como diziam as velhotas lá da terra, mas éramos todos queridos.

Nunca saíamos de casa sem uma cara laroca e uma merenda arranjada à medida de cada casa, de cada um, do gosto e possibilidades de cada um, normalmente acondicionada num saco de pano bordado à mão, muito bem asseados, passados à lupa por elas, sem dúvida mães e avós dedicadas constantemente em acção.

Ao final da tarde chegávamos mudos e encolhidos, éramos tão frescos quanto aquelas primaveras que se distraem, sempre curiosos, mas àquela hora calados escondendo a terra que trazíamos agarrada à roupa tal a força da gravidade que a força de gravidade provoca. Chegávamos de mansinho, por vezes assustados com o que pudesse acontecer assim que elas e eles reparassem na camisa e nos calções sujos asseados de outrora. Os joelhos constantemente esmurrados eram da praxe e ninguém ligava nenhuma. Nesses momentos o silencio era de um tédio, habitual onde a natureza excede sempre o que conseguimos ver ouvir e repito, imaginar.

Na praia da Madalena corria sobre as rochas costeiras cobertas de moluscos bivalves com uma força na gancheta e alegria só quebrada por um tropeço e desequilíbrio provocados pela distração pressa e facilitismo de quem conhece ou pensa que tão bem conhece o terreno e que, me deixava os joelhos entre outras partes do corpo em estado, escandinavo.

Ao final do dia e já depois de um banho retemperador tudo se recompunha. Sentía o ardume dos cortes nos pés provocados pelos mexilhões aglomerados pelo bisso às pedras pousadas na areia sem me chatear nem lamentar do sucedido. Recordo que o mar era de um azul atlântico fresco e super-habitado onde os peixes conviviam diariamente com uma enorme diversidade, desde o plâncton às estrelas, do sargaço aos búzios, das lapas aos mexilhões, dos percebes a tantas outras vidas marítimas com a satisfação de quem respira por gosto, tenho ainda todo aquele iodo das manhãs guardado na memória. Apanhava pequenos peixes e polvos entre as algas das casas das conchas calcárias meias submersas na água salgada com apenas uma linha um chumbo triangular dois anzóis e uma vara que a minha avó Aurora ao final do dia meia rouca de repetir durante as nossas aventuras piscatórias mil vezes paulinho, confeccionava.

Além de meios cegos éramos meios surdos, gordos e magros e mais coisa menos coisa, sorríamos a maior parte do tempo e o crescimento acontecia diariamente, naturalmente sem nos darmos conta disso. A Judite, querida, consumia-se: paulinhoooooooooooooooo... 

Suponho que transgredia, e fazia-o na pior das hipóteses na melhor das intenções, a ideia ou intenção sem que disso soubesse ou nisso pensasse era somente viver. Elas viam-se não raras vezes apreensivas, muitas vezes com as lágrimas nos olhos, ao contrário deles que nunca choravam à vista de quem quer que fosse, não sei se por vergonha, embora todos o fizessem às escondidas.

Parece impossível que seja possível ser feliz sem nos darmos conta disso. Diria mesmo que a felicidade acontece quando não pensamos nela, e que, mais cedo ou mais tarde todos acabamos agarrados aos nossos pequenos grandes mundos a tentar perceber se estamos de boa saúde, por amor próprio, por ventura necessidade e respeito.

Por volta de uma certa idade comecei a sentir uma enorme vontade de conhecer outros sítios, outros lugares, lugares esses que na minha cabeça seriam quimeras. Tinha uma sede e duas fomes que não me largavam. Não me lembro ou não é relevante se o tempo me dizia alguma coisa na altura, mas era de todo desconhecido como eu e o mundo. Naturalmente que a fome e a sede de uma fonte em crescimento na medida certa faz cantar pelo menos uma primavera.

A amizade afeição e entreajuda que todos partilhavam eram bens que nutriam dia a dia, e que doavam uns aos outros naturalmente, herança deixada de pais a filhos. Eu perdia-me e achava-me naquelas paisagens encantatórias, deliciosamente naturais. E embora elas e eles fossem de poucas palavras era realmente um tempo onde a palavra era sagrada, e no entanto, não era definitivamente um tempo de palavras e a manifestação dos afetos só viria a ser demonstrada efetivamente alguns anos mais tarde por nós aos nossos filhos.

Por meados do verão quando regressavam os imigrantes da família, as casas enchiam-se de cor e novas sensações eram experimentadas. Elas eles e nós partilhávamos beijos abraços entre sorrisos e copos de vinho, vedados a nós por sermos pequenitos, em amena cavaqueira. Ouvia histórias divertidas entre um e outro drama que contavam nos intervalos da felicidade e que eu não compreendia, desnecessário é dizer uma vez mais que a idade se tem às vezes impede... muitas vezes quando elas e eles reflectiam, um silencio deixava o ar ornado de nuvens, qualquer coisa sem graça, qualquer coisa de corar.

Assim que elas e eles chegavam de fora, das terras que os acolheu, falavam horas a fio das suas aventuras. Eu, absorvido pela magia dos chocolates e bombons suíços e franceses comprados em Espanha ouvia-os sem escutar com atenção imaginando o paraíso, pensando muitas vezes no que poderia fazer eu um dia nalguma daquelas cidades longínquas para onde haviam imigrado, tão fundamentais como aquela aldeia desaparecida que me viu crescer, ao funcionamento do mundo, bem como o que se poderia fazer lá que não pudéssemos fazer cá. A certa altura da vida ouvi alguém dizer: Portugal era um país frustrante. Fiquei até aborrecido por alguém falar assim da minha terra.

Elas e eles falavam de Paris Geneve Neuchatel, dos locais onde viviam no mínimo onze meses por ano com um brilhozinho nos olhos, entre a excitação e a nostalgia, da saudade da terra, com uma e outra lágrima misturadas com a alegria do retorno. É um cisco. Diziam quando alguma lágrima escorria numa face. E porque não, nunca foi proibido deitar água morna dos olhos.

Nós, os pequenitos, como nos chamavam, éramos mais parecidos com os pássaros, creio, intérpretes de uma infância à rédea solta tal a inconsciência relativa à pouca idade. O único ponto em comum daqueles dias com os de hoje é a possibilidade de sermos felizes em qualquer lugar, a qualquer hora, em qualquer idade. Na época desconhecia o preconceito e diria até, haja propensão, espontânea, para descomplicar.

De força falavam eles, habituados às tarefas duras do campo, e nós mordíamos a língua com a mesma força e amplitude, era a vida, como orgulhosamente sublinhavam quando alguém lhes apontava as rugas. Tudo mulheres e homens de uma resiliência, apesar do medo, sem palavras.

Lembro-me de andar nas nuvens quando íamos aos grandes armazéns do Porto depois do costumeiro passeio a ver as montras sem nenhum motivo aparente puxados pela mão que elas não largavam em situação alguma. A mão que me puxava era da minha avó. Não éramos propriamente uns doces digestivos muito fáceis de digerir, aturar e domar. Só ficávamos em pausa durante a noite, ou enquanto dávamos milho aos pombos na Praça da Liberdade onde ocorriam fenómenos que mais uma vez ultrapassavam o meu ainda parco entendimento das coisas. Por isso ignorava aqueles jornais entregues de mão em mão que traziam notícias dos revolucionários da época, dos resistentes contra o poder responsável pelo atraso civilizacional decorrente do regime em vigor. O mais engraçado é que eu já ali ia para ser feliz e nunca havia pensado nisso.

Lá em casa elas e eles não passavam sem o café da Sanzala, estabelecimento situado numa das artérias mais movimentadas da cidade vizinha, no coração do grande Porto. Na altura o café era servido em cartuchos de papel mata-borrão. Enfim. Quando se é bafejado por aromas intensos como os daquele café nunca mais nos esquecemos da palavra energética, coração.

Elas e eles lidavam muitas vezes com o que desconheciam ensinando-nos o que sabiam, por ventura o que aprenderam e desenvolveram, o que herdaram, davam-nos o que podiam e quando não podiam a culpa era da vida, refém de uma circunstância sem dúvida, apertada, submetida às normas vigentes de um poder prepotente que, se, ou respeitava ou... 

Durante as noites inventava-se todo o tipo de lendas e mistérios impressionantes. Contava-se por lá de como homens e mulheres se transformavam em bichos. O que mais me incomodava era o barulho dos cães e os semblantes cabisbaixos adiando o futuro castrando espíritos e tantas felicidades.

Das memórias de um tempo pilar onde cresci, perduram os momentos da terra indexada ao céu, com elas e eles, por tudo, pelos ensinamentos, pelo princípio ativo, por todas as coisas, incluindo alguns motivos de amuos, mas sobretudo por todas as coisas de bem. Por isso a minha avó não se cansava de dizer, menino cuidado com o que fazes e dizes. A natureza de origem pode determinar o futuro. Eu continuo a dizer tudo, mas enfim, não será um ato estoico, e todos precisamos de crescer. 

Ainda hoje tenho em mim o perfume daquela terra gaiata, guardo na memória todos os nomes dos que comigo presencialmente privaram, o canto dos pássaros, todos os nomes de todas as aves cantoras e encantadoras cúmplices da fertilidade, do avanço imparável da...

Pois é,…