O Rapaz da Quinta da Azenha [Música de Infância] Alberto Moreira Ferreira Elas e eles não passavam sem a santa missa de domingo, tal como agradecer e pedir diante as estátuas representativas dos santos e santas da igreja matriz e capelas daquela terra desaparecida no tempo. O domingo era dia santo, um dia desigual, um dia comum incomum para todos os corajosos e temerosos da terra. À hora da missa eu normalmente enganava a minha avó sem querer nem dever e passava boa parte daquele tempo a satisfazer a fome dos meus curiosos olhos na Rosinha dos Canecos como um bom malandro gastando a moeda que a avó me havia dado para doar como dízimo durante o peditório já perto do fim da eucaristia pouco antes da cerimónia da tomada do senhor. A Rosinha dos canecos era uma pequeníssima taberna por onde passavam todos os anjos como eu interessados nas guloseimas piões e papeis vitória, os papéis vitória eram os cromos da época, e por onde passavam também todos os bêbados da terra que lá iam como ferrin...